O mercado imobiliário brasileiro começou o segundo semestre com um dado expressivo.
Segundo levantamento divulgado pela Abecip em julho de 2026, as concessões de crédito imobiliário somaram R$ 180,9 bilhões entre janeiro e junho. O volume representa crescimento de 23% em relação aos R$ 147,1 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Aproximadamente 850 mil imóveis foram financiados, considerando operações realizadas com recursos da poupança, do FGTS e de outras fontes.
O resultado confirma que existe demanda e disponibilidade de crédito. Mas será que financiar ficou realmente mais fácil?
O crescimento não aconteceu da mesma forma em todas as operações
O número de 23% reúne diferentes tipos de financiamento, incluindo aquisição de imóveis e crédito destinado à construção.
As operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo somaram R$ 93,7 bilhões, crescimento de 29%.
Entretanto, o maior avanço ocorreu no financiamento para construção, que passou de R$ 12,8 bilhões para R$ 26,5 bilhões, uma alta de 107%.
Já o crédito destinado diretamente à aquisição de imóveis cresceu 12%, alcançando R$ 67,2 bilhões.
Portanto, o aumento geral não significa que todos os compradores passaram a encontrar aprovação mais rápida ou prestações menores. Parte relevante do crescimento está relacionada ao financiamento da produção imobiliária.
Por que o mercado continuou crescendo?
A necessidade de moradia continua existindo, mesmo em períodos de juros elevados.
Outro fator importante é a valorização dos aluguéis. O Índice FipeZAP registrou aumento de 5,24% nos preços anunciados para novas locações residenciais durante o primeiro semestre de 2026. Em 12 meses, a alta chegou a 9%, enquanto o IPCA acumulou 4,64%.
Em São Paulo, o aluguel residencial avançou 5,73% em 12 meses, segundo o mesmo levantamento.
Quando o valor mensal da locação aumenta, muitas famílias voltam a comparar o aluguel com a prestação de um financiamento. Essa comparação, entretanto, precisa incluir entrada, seguros, condomínio, tributos e custos de documentação.
Mais crédito não significa juros baixos
O crescimento das concessões mostra que os bancos estão realizando mais operações. Isso não significa que o custo do financiamento tenha se tornado baixo.
A taxa oferecida varia conforme instituição, relacionamento bancário, renda, prazo, valor da entrada, perfil de risco e características do imóvel.
O comprador deve observar principalmente o Custo Efetivo Total. O CET reúne juros, tarifas, seguros e demais encargos da operação, oferecendo uma visão mais realista do valor que será pago.
Uma taxa aparentemente menor pode resultar em um financiamento mais caro quando outros custos são incluídos.
A aprovação continua individual
Cada comprador passa por uma análise própria.
O banco verifica renda, comprometimento financeiro, histórico de pagamento, estabilidade profissional, documentação e capacidade de manter as parcelas durante o contrato.
O imóvel também é analisado. Problemas na matrícula, divergências de área, construções não averbadas ou valor de avaliação inferior ao preço negociado podem reduzir o financiamento ou impedir a operação.
Por isso, o crescimento do mercado não substitui a preparação financeira e documental.
O que o comprador deve fazer em 2026?
Antes de escolher o imóvel, organize os comprovantes de renda, consulte possíveis restrições e calcule quanto pode ser destinado à entrada sem comprometer sua reserva de segurança.
Também é importante solicitar simulações em diferentes instituições. Compare CET, prazo, sistema de amortização, valor financiado, seguros e condições para utilização do FGTS.
A aprovação prévia ajuda a definir uma faixa de compra mais realista. Porém, ela não representa a liberação definitiva, pois o banco ainda precisará analisar o imóvel e toda a documentação da negociação.
É um bom momento para comprar?
O aumento do crédito é um sinal positivo, mas a decisão não deve ser tomada apenas com base nas notícias do mercado.
O momento pode ser adequado quando o comprador possui renda estável, entrada suficiente, reserva financeira e intenção de permanecer no imóvel por um período compatível com o compromisso assumido.
Também é necessário avaliar preço, localização, documentação e potencial de valorização. Conseguir financiamento não transforma automaticamente qualquer propriedade em um bom negócio.
Na EvoluLar, ajudamos o comprador a compreender o custo total da aquisição, avaliar as características do imóvel e conduzir a negociação com mais segurança.
Conclusão
O crédito imobiliário cresceu 23% no primeiro semestre de 2026 e mostrou que o desejo de comprar imóveis permanece forte no Brasil.
O resultado amplia as oportunidades, mas precisa ser interpretado corretamente. O crescimento inclui financiamento para construção, diferentes fontes de recursos e perfis variados de compradores.
Mais crédito disponível não significa aprovação garantida, juros baixos ou ausência de riscos.
A melhor oportunidade surge quando financiamento, imóvel e planejamento financeiro estão alinhados.
Está planejando comprar um imóvel em 2026? Fale com a EvoluLar e conte com uma análise responsável antes de assumir um financiamento.